Porque o amor não começa no outro.
O amor começa dentro de nós.”
— Sergio Yochiaki Mizuki
Durante toda a vida ouvimos a palavra amor.
Ela está presente nas músicas, nos livros, nos filmes e nas conversas do dia a dia.
Dizemos que amamos nossos pais.
Amamos nossos filhos.
Amamos nossos amigos.
Amamos um companheiro de vida.
Amamos um lugar, uma lembrança ou até mesmo um sonho.
Mas, quando alguém nos pergunta o que é o amor, percebemos que a resposta não é tão simples.
O amor não pode ser medido.
Não pode ser guardado em uma caixa.
Não pode ser comprado.
Não pode ser imposto.
O amor é uma das experiências mais profundas da existência humana.
Ainda assim, muitas vezes ele é confundido com paixão, desejo, necessidade, dependência ou simples hábito.
A paixão pode surgir rapidamente.
O amor cresce lentamente.
O desejo busca possuir.
O amor busca cuidar.
A dependência teme perder.
O amor deseja ver o outro florescer.
Talvez a definição mais simples seja esta:
Amor é o compromisso consciente de cuidar do bem-estar de alguém ou de algo que consideramos valioso.
Quando uma mãe acorda durante a madrugada para cuidar do filho, existe amor.
Quando um pai faz sacrifícios silenciosos pela família, existe amor.
Quando um amigo permanece ao nosso lado nos momentos difíceis, existe amor.
Quando um casal continua escolhendo caminhar junto mesmo após muitos anos, existe amor.
Quando cuidamos da natureza, dos animais ou da comunidade onde vivemos, existe amor.
O amor se revela através do cuidado.
Por isso, amar não é apenas sentir.
Amar é agir.
Os sentimentos mudam.
As emoções oscilam.
Os dias bons e ruins se alternam.
Mas o cuidado pode permanecer.
E é justamente esse cuidado que transforma um sentimento passageiro em algo duradouro.
Imagine um jardim.
Uma semente é plantada.
No início, quase nada pode ser visto.
Mas todos os dias alguém rega, protege e acompanha seu crescimento.
Com o tempo, surgem raízes.
Depois aparecem os primeiros brotos.
Mais tarde vêm as flores.
O amor segue o mesmo caminho.
Ele nasce pequeno.
Cresce através da atenção.
Fortalece-se pela convivência.
E floresce quando recebe cuidado constante.
Talvez por isso tantas pessoas acreditem que o amor acabou, quando na verdade apenas deixaram de regá-lo.
Nenhum jardim floresce sozinho.
Nenhuma relação prospera sem dedicação.
Nenhum amor permanece vivo sem presença.
Ao longo desta obra veremos que existem muitas formas de amor.
O amor dos pais.
O amor dos filhos.
O amor dos amigos.
O amor dos casais.
O amor pela humanidade.
Mas todos possuem algo em comum:
A necessidade de cuidado.
Porque o amor não é um prêmio que encontramos no final da jornada.
O amor é a própria forma como escolhemos caminhar.
Quando você pensa nas pessoas mais importantes da sua vida, de que maneira demonstra seu amor por elas?
Escolha uma pessoa que você ama.
Não diga apenas “eu te amo”.
Demonstre.
Uma mensagem, uma ligação, um abraço ou um gesto sincero pode ser uma gota de água no jardim de alguém.
“O amor não se mede pelo que sentimos em um instante.
O amor se revela pelo cuidado que oferecemos ao longo do tempo.”
— Sergio Yochiaki Mizuki